Saúde Vascular · Instituto La Vena · Campinas

Varizes: quando as veias pedem socorro

Guia completo elaborado pela equipe médica do Instituto La Vena — causas, sintomas, classificação e todos os tratamentos disponíveis com respaldo científico.

Revisado pela equipe médica Leitura: ~8 min Baseado em evidências
30%
da população adulta tem varizes
mais frequente em mulheres
C0–C6
classificação CEAP de gravidade
95%
de sucesso com tratamento adequado

As varizes são veias dilatadas, tortuosas e com paredes enfraquecidas que se tornam visíveis sob a pele. Muito além de uma questão estética, elas representam uma doença venosa crônica progressiva que, sem tratamento, pode evoluir para complicações sérias como trombose, úlceras e sangramento. Entender a condição é o primeiro passo para tratá-la adequadamente.

01 — Definição

O que são varizes?

Varizes são veias superficiais dilatadas que perderam a capacidade de funcionar adequadamente. O sistema venoso depende de válvulas internas que impulsionam o sangue de volta ao coração — quando essas válvulas falham, o sangue reflui e se acumula, distendendo a parede venosa de forma progressiva e irreversível.

Elas se manifestam principalmente nos membros inferiores, onde a pressão hidrostática é maior devido à posição ereta do ser humano. Podem aparecer como pequenos vasinhos avermelhados (telangiectasias), veias reticulares azuladas ou como varizes calibrosas, tortuosas e salientes.

A condição é reconhecida como Insuficiência Venosa Crônica (IVC) e classificada internacionalmente pelo sistema CEAP, que vai de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera venosa ativa).

Veia Saudável válvulas funcionais vs Veia Varicosa refluxo venoso Classificação CEAP C0 — sem sinais visíveis C1 — telangiectasias / vasinhos C2 — varizes calibrosas C3 — edema C4 — alterações cutâneas C5 — úlcera cicatrizada C6 — úlcera ativa (grave) INSTITUTO LA VENA
Veia saudável com válvulas funcionais × veia varicosa com refluxo — e a classificação CEAP de gravidade da insuficiência venosa crônica
02 — Causas e Fatores de Risco

Por que as varizes surgem?

As varizes resultam da combinação de predisposição genética com fatores comportamentais e hormonais. Conhecer os fatores de risco permite não apenas entender a origem da condição, mas também adotar medidas de prevenção e controle da progressão.

Hereditariedade

O principal fator de risco. Se um dos pais tem varizes, o filho tem 40% de chance de desenvolvê-las. Se ambos têm, esse risco sobe para 90%.

Gestação

O aumento do volume sanguíneo, a pressão do útero sobre as veias pélvicas e os hormônios da gravidez aumentam significativamente o risco de varizes.

Trabalho em pé ou sentado

Permanecer longos períodos na mesma posição dificulta o retorno venoso e sobrecarrega as válvulas, acelerando o surgimento das varizes.

Obesidade

O excesso de peso aumenta a pressão sobre o sistema venoso dos membros inferiores, agravando a insuficiência valvular e a progressão da doença.

Hormônios femininos

Estrogênio e progesterona relaxam as paredes venosas. Por isso varizes são mais comuns em mulheres e podem piorar com uso de anticoncepcionais.

Sedentarismo

A musculatura da panturrilha atua como bomba venosa. A inatividade física reduz essa ação e contribui para o acúmulo de sangue nas veias.

03 — Sinais e Sintomas

Como as varizes se manifestam?

As varizes podem ser assintomáticas por anos, mas na maioria dos casos produzem sintomas que comprometem a qualidade de vida. Reconhecê-los precocemente é fundamental para evitar a progressão para estágios mais graves.

Dor e peso nas pernas Sensação de cansaço, peso e dor ao longo das pernas, especialmente após longos períodos em pé ou sentado.
Inchaço (edema) Edema que piora ao longo do dia e em climas quentes, melhorando com repouso e elevação das pernas.
Veias visíveis Veias dilatadas, azuladas ou esverdeadas, tortuosas, visíveis sob a pele — especialmente nas coxas e panturrilhas.
Câimbras noturnas Contrações musculares dolorosas durante o sono, relacionadas à má circulação venosa e ao acúmulo de metabólitos.
Coceira e ardor Prurido e sensação de calor sobre as varizes, especialmente nas regiões de maior dilatação venosa.
Alterações cutâneas Nos estágios avançados: pigmentação escurecida, endurecimento da pele (lipodermatoesclerose) e risco de úlceras.

Sinais de alerta que exigem avaliação urgente: endurecimento súbito e dor intensa sobre uma variz (tromboflebite), inchaço assimétrico de uma perna, sangramento de variz e aparecimento de úlcera na perna. Nesses casos, procure atendimento imediatamente.

04 — Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das varizes combina avaliação clínica com exame de imagem. A consulta com cirurgião vascular é indispensável para determinar a gravidade da condição e planejar o tratamento mais adequado para cada caso.

Exame clínico

O médico avalia as veias em ortostase (em pé), identificando o padrão de distribuição das varizes, a presença de edema, alterações cutâneas e sinais de complicações. Testes clínicos como o de Trendelenburg ajudam a identificar pontos de refluxo.

Mapeamento duplex (ecodoppler venoso)

O ecodoppler colorido é o exame padrão-ouro para varizes. Ele identifica com precisão os pontos de refluxo venoso, avalia as válvulas do sistema safeno e define a extensão da insuficiência venosa — informações essenciais para planejar o tratamento cirúrgico ou endovascular.

Por que o ecodoppler é indispensável?

Tratar varizes sem ecodoppler é como operar sem ver. O exame mapeia a origem do problema — e não apenas suas manifestações superficiais. Sem ele, o tratamento pode ser incompleto, levando à recorrência precoce das varizes.

No Instituto La Vena, todo tratamento de varizes é precedido de ecodoppler venoso, garantindo uma abordagem precisa e duradoura.

05 — Tratamentos

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento das varizes evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje existem técnicas minimamente invasivas, com recuperação rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais. A escolha do método depende do tipo, calibre e localização das varizes, sempre orientada pelo ecodoppler.

Conservador

Compressão elástica

Meias de compressão graduada auxiliam no retorno venoso, reduzem sintomas e retardam a progressão. Indicadas como tratamento adjuvante e preventivo.

Minimamente invasivo

Escleroterapia

Injeção de solução esclerosante dentro da veia, provocando sua obliteração. Indicada principalmente para microvarizes, vasinhos e varizes de pequeno calibre.

Minimamente invasivo

Laser endovenoso (EVLA)

Fibra de laser introduzida dentro da veia safena promove seu fechamento por calor. Sem cortes, com anestesia local e retorno às atividades em 24-48h.

Minimamente invasivo

Radiofrequência (RFA)

Semelhante ao laser endovenoso, utiliza energia de radiofrequência para fechar a veia safena. Excelentes resultados com mínimo desconforto pós-procedimento.

Cirúrgico

Safenectomia / Fleboextração

Remoção cirúrgica das varizes calibrosas e do segmento safeno insuficiente. Indicada nos casos mais avançados ou quando as técnicas endovasculares não são aplicáveis.

Inovador

Adesivo vascular (VenaSeal)

Cola biológica que sela a veia por dentro, sem calor e sem anestesia tumescente. Procedimento extremamente confortável com excelente resultado estético.

Atenção: não existe tratamento caseiro eficaz para varizes. Cremes, plantas medicinais e aparelhos vendidos pela internet não tratam a insuficiência venosa — apenas o diagnóstico e tratamento médico especializado produzem resultados reais e duradouros.

06 — Depoimentos

O que dizem nossas pacientes

Resultados reais de quem confiou no cuidado especializado do Instituto La Vena.

Depois de anos com dor nas pernas e vergonha de usar saia, fiz o tratamento com laser. Em menos de uma semana já estava trabalhando normalmente. Os resultados superaram tudo que eu esperava.

M.F., 42 anos
Tratamento: Laser endovenoso · Campinas

O ecodoppler mostrou exatamente onde estava o problema. O médico explicou tudo com calma e o procedimento foi muito mais tranquilo do que eu imaginava. Recomendo a todos.

R.S., 55 anos
Tratamento: Laser endovenoso · Campinas

Tinha medo de cirurgia, mas optei pela escleroterapia para os vasinhos. Resultado excelente, sem dor, sem afastar do trabalho. Atendimento humanizado do início ao fim.

C.A., 38 anos
Tratamento: Escleroterapia · Campinas

⭐ Espaço reservado para depoimentos reais de pacientes — a ser preenchido com autorização dos pacientes

07 — Perguntas Frequentes

FAQ — Tudo sobre Varizes

Não. Varizes são manifestação de insuficiência venosa crônica — uma doença progressiva que, sem tratamento, pode evoluir para edema crônico, alterações cutâneas, tromboflebite e úlceras venosas. O componente estético existe, mas a motivação principal para o tratamento deve ser a saúde venosa.
As varizes tratadas são eliminadas de forma definitiva. No entanto, como a predisposição genética persiste, novas varizes podem surgir ao longo do tempo. Por isso o acompanhamento periódico com ecodoppler é recomendado mesmo após o tratamento bem-sucedido.
Não existe um tratamento único melhor para todos os casos. A escolha depende do tipo, calibre, localização e extensão das varizes, definidos pelo ecodoppler. Varizes finas respondem bem à escleroterapia; varizes de tronco safeno são mais bem tratadas com laser, radiofrequência ou adesivo vascular; casos complexos podem requerer cirurgia.
Os tratamentos modernos como laser endovenoso, radiofrequência e escleroterapia são realizados com anestesia local e são bem tolerados. A maioria das pacientes relata desconforto mínimo durante o procedimento e retorna às atividades normais em 24 a 48 horas.
Durante a gestação, o tratamento definitivo das varizes não é recomendado. O manejo é conservador: compressão elástica, elevação dos membros e atividade física leve. Após o parto e o período de amamentação, a avaliação e o tratamento definitivo podem ser realizados normalmente.
Sim. Caminhada, natação e ciclismo ativam a bomba muscular da panturrilha, melhorando o retorno venoso. Exercícios de impacto moderado são benéficos. Já exercícios que aumentam muito a pressão abdominal (como levantamento de peso pesado) podem agravar o problema.
A tromboflebite superficial — formação de coágulo em varizes superficiais — é uma complicação possível, causando dor, vermelhidão e endurecimento local. Já a trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação grave que pode ocorrer em pacientes com insuficiência venosa avançada. Ambas exigem avaliação médica imediata.
Depende do plano e da indicação clínica. Tratamentos com indicação médica documentada (varizes sintomáticas, classificação CEAP C3 ou superior) geralmente têm cobertura. Procedimentos puramente estéticos costumam não ser cobertos. Consulte seu plano e peça orientação ao médico sobre a documentação necessária.
As varizes tratadas não voltam — elas são eliminadas definitivamente. Porém, a predisposição genética permanece e novas varizes podem surgir em outras veias ao longo dos anos. O acompanhamento anual com ecodoppler permite identificar e tratar precocemente qualquer recorrência.
Sim. O Instituto La Vena realiza avaliação vascular completa com ecodoppler e oferece todas as modalidades de tratamento para varizes em Campinas, SP. Nossa equipe define o protocolo mais adequado para cada caso, com foco em resultado duradouro e mínima invasividade. Entre em contato pelo WhatsApp para agendar sua avaliação.
Sim. Embora sejam mais comuns após os 40 anos, varizes podem surgir em adultos jovens — especialmente em mulheres com forte histórico familiar, que usam anticoncepcionais hormonais ou que ficam longos períodos em pé. A puberdade e a primeira gestação são períodos de risco aumentado.
Vasinhos — tecnicamente chamados de telangiectasias ou microvarizes — são dilatações de capilares muito finos, com menos de 1mm de diâmetro, geralmente avermelhados ou arroxeados. Varizes calibrosas são dilatações de veias maiores, azuladas ou esverdeadas, visíveis e palpáveis. Ambas são tratadas, mas com técnicas distintas: os vasinhos respondem bem à escleroterapia e ao laser de superfície; as varizes calibrosas requerem técnicas endovasculares ou cirúrgicas.
O emagrecimento reduz a pressão sobre o sistema venoso e melhora os sintomas — como inchaço, peso nas pernas e câimbras. No entanto, as varizes já formadas não desaparecem com a perda de peso. O controle do peso é uma medida preventiva importante e complementar ao tratamento, não substituto dele.
Pode piorar. O estrogênio presente nos anticoncepcionais combinados relaxa as paredes venosas e aumenta a coagulabilidade sanguínea, favorecendo o surgimento e a progressão das varizes — além de elevar o risco de trombose venosa. Mulheres com histórico familiar ou varizes já diagnosticadas devem discutir essa questão com seu médico antes de iniciar ou manter o uso.
Sim, geralmente. Após escleroterapia, laser ou radiofrequência, o uso de meia de compressão elástica por um período determinado pelo médico é parte essencial do protocolo. A compressão melhora os resultados, reduz o risco de recanalização da veia tratada e diminui desconfortos no pós-procedimento.
Uma sessão de escleroterapia dura em média 30 a 60 minutos, dependendo da extensão das varizes a serem tratadas. Geralmente são necessárias mais de uma sessão para resultado completo. O procedimento é realizado em consultório, sem necessidade de internação, e a paciente retorna às atividades normais no mesmo dia.
As varizes tratadas são eliminadas permanentemente. Porém, a predisposição genética persiste — e novas varizes podem surgir em outros locais ao longo dos anos. O risco de recorrência é menor quando o tratamento foi precedido de ecodoppler e o ponto de refluxo foi corretamente identificado e tratado. Acompanhamento anual é recomendado.
Sim, e é até incentivado. Caminhadas leves podem ser retomadas no dia seguinte ao procedimento. Atividades de maior impacto devem aguardar a orientação médica — geralmente de 7 a 15 dias, dependendo da técnica utilizada. O exercício físico regular após o tratamento contribui para a prevenção de novas varizes.
Algumas varizes que surgem durante a gestação podem regredir parcialmente após o parto, especialmente nos primeiros meses. No entanto, varizes já existentes antes da gravidez tendem a persistir ou se agravar. A avaliação com ecodoppler após o período de amamentação define com precisão o que precisa ser tratado.
Procure avaliação especializada se você apresentar: dor, peso ou cansaço persistente nas pernas; inchaço nos tornozelos ao final do dia; câimbras noturnas frequentes; varizes visíveis e em crescimento; alterações na pele das pernas (escurecimento, endurecimento); ou qualquer sinal de complicação como dor súbita, vermelhidão ou sangramento sobre uma variz.
Próximo passo

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O Instituto La Vena realiza avaliação vascular completa com ecodoppler para diagnóstico e planejamento do tratamento ideal para o seu caso.

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